quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Diversão também pode rimar com economia







Honda CR-Z alia a irreverência de um coupé desportivo à preocupação ecológica de um híbrido

Lançado no nosso mercado ainda antes do Verão, o novo Honda CR-Z ainda desperta os olhares mais curiosos. É daqueles carros que, sem ser grande, dá nas vistas. Regra geral, os apreciadores e detentores dos já ‘velhinhos’ Civic CR-X não dispensam um olhar mais demorado sobre aquele que é um digno sucessor do modelo que tanto furor causou durante
a década de 80.
Só que, o CR-Z não se limita a reproduzir as linhas do pequeno coupé lançado pela Honda em 1983. Faz como que uma simbiose entre o CR-X e o primeiro veículo da marca equipado com uma motorização híbrida, o Insight, comercializado em 1999.
Temos assim um casamento perfeito entre um veículo cheio de carácter desportivo e irreverente, mas com preocupações ambientais, capaz de reduzir a fatia de emissões poluentes e os consumos através de um motor eléctrico de 14 cv acoplado ao propulsor 1.5 i-VTEC, de 114 cv, e a uma caixa de seis velocidades, rápida e precisa.
Com três modos de condução (Eco, Normal e Sport) accionáveis através de comandos instalados na ponta esquerda do tablier, podemos ajustar o comportamento do CR-Z ao nosso estado de espírito, às características da estrada ou ao recheio da carteira. É que, em modo Eco, temos a garantia de um consumo abaixo dos 5 litros, mercê de um maior recurso ao motor eléctrico, muito embora a um ritmo de condução mais próprio dos célebres passeios de domingo que por vezes entopem as nossas estradas. Tal como no Insight, o painel de instrumentos muda de cor conforme o nosso comportamento ecológico e, entre a panóplia de informações prestadas pelo computador de bordo, inclui também uma espécie de jogo que colecciona pétalas consoante o nível de economia da condução.
Já em Normal, o CR-Z dá mostras de maior virilidade, acentuada, como seria de esperar, no modo Sport, capaz de agilizar, não só a potência, como a estabilidade e resposta da direcção. Escusado será dizer que as pétalas coleccionadas no tal jogo da economia desaparecem num instante, tal como a carga das baterias que alimentam o motor eléctrico. Mas é aqui que o CR-Z se torna num carro muito divertido, capaz de serpentear por curvas e contra-curvas sem vacilar.
Desta vez, tivemos ocasião de experimentar a versão topo de gama (GT Top), dotada de um excelente nível de equipamento, contando com bancos ergonómicos em pele, tejadilho panorâmico, sistema ‘bluetooth’, ‘cruise control’, luzes ‘xénon’ e sistema de som de potência
elevada com ‘subwoofer’ na bagageira, a que se juntam o controlo de estabilidade, ar condicionado, jantes de liga leve, ligação USB e o leitor de 6 CD já presentes nas versões mais acessíveis (a partir de 23 mil euros).
Em suma, trata-se de uma excelente opção, por preços que temos de considerar acessíveis (26 mil euros no caso da versão testada) para quem tem sangue na guelra e gosta de brincar na estrada. No entanto, é recomendado apenas para condutores solitários ou para casais, pois os dois lugares traseiros são pouco mais do que decorativos.
Paulo Parracho

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Proposta refrescada





Toyota reforça argumentos fortes do RAV4 com ligeira actualização estética e técnica


Distingue-se da anterior geração pelo desenho da secção frontal, que inclui uma nova grelha cromada mais próxima dos restantes membros da família (Auris, Verso e Avensis). Os faróis, o capot e os guarda-lamas também foram redesenhados e dão ao novo Toyota RAV4 um aspecto
mais largo e dinâmico, sem afectar a tradicional imagem de robustez.
No interior as mudanças assentam na adopção do sistema Easy Flat, capaz de promover o rebatimento total ou parcial dos bancos traseiros com o simples accionar de uma pequena alavanca, mas também pelo novo revestimento dos bancos, em pele/alcântara.
Nesta actualização de um modelo que já faz história, com algum sucesso entre os SUV compactos, desde 1994, a Toyota manteve tudo o que já era bom e acrescentou apenas alguns pormenores capazes de reforçar a versatilidade desde sempre evidente no RAV4. Aqui, convém lembrar que a sigla utilizada pela marca nipónica define perfeitamente as características deste modelo: RAV4 = Veículo Activo Recreativo com tracção às 4 rodas.
Sem ser um jipe puro e duro, permite aventuras engraçadas por caminhos e trilhos de terra batida, muito embora a altura ao solo limite objectivos mais radicais. Mesmo assim, porque está equipado com um sistema de condução activa integrada que gere a repartição do binário entre os dois eixos, há sempre a garantia de uma boa motricidade e de optimização da tracção em terra, lama, neve ou chuva. Isto porque, a este sistema 4x4 estão ainda acopladas outras tecnologias, como o controlo activo de binário, controlo de estabilidade e a direcção assistida eléctrica (EPS). O sistema incorpora também um botão de bloqueio 4x4 (4WD Lock) que permite ao condutor bloquear a distribuição de binário em 55:45 para omáximo de eficiência em condições mais severas.
Ora, estas faculdades para condução ‘off-road’ têm, como não poderia deixar de ser, influência determinante e mestrada, onde a eficácia, a estabilidade, o conforto e a segurança do RAV4 são por demais evidentes.
O motor 2.2 de 150 cv e 340 Nm de binário às 2000-2800 rpm revela-se bastante competente, com agilidade q.b. nas acelerações e recuperações. Embora com emissões reduzidas a um nível invejável para a gama (159 g/km), o consumo médio anunciado pela marca (6,0 l/100 km) fica, contudo, aquém do registado no nosso teste, em que nunca baixámos dos 7,8 litros.
Resta dizer que o RAV4 apresenta dez combinações de equipamento, motorizações e de transmissão.O equipamento de série já é bastante generoso, mas os ‘packs’ Luxury e NAVI transformam-no num topo de gama e de tabelas de preços: cerca de 45 mil euros, em grande parte destinados à elevada carga fiscal.
Paulo Parracho

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Qualidade maior em ponto pequeno


Audi aposta num novo segmento de mercado

A Audi amplia a sua oferta a um novo segmento do mercado automóvel. O compacto Audi A1 reúne na plenitude as virtudes da marca em menos de quatro metros de comprimento: um desenho moderno, elevada qualidade e revolucionárias tecnologias de eficiência. O novo modelo da marca dos quatro anéis é um veículo dinâmico, pleno de carácter, emotivo e personalizado. As potentes motorizações e a agilidade do chassis convertem-no no veículo mais desportivo do seu segmento. O Audi A1 é proposto na fase de lançamento no mercado nacional com preços a partir de 19 230 euros nas versões a gasolina (A1 1.2 TFSI Advance) e de 22 980 euros nas variantes diesel (A1 1.6 TDI Advance).
Recém-chegado ao segmento dos compactos está vocacionado para clientes modernos, jovens, com estilo e que necessitem de um veículo com características urbanas. O Audi A1 é, na verdade, um verdadeiro veículo urbano com um carácter desportivo, tornando-o apto a enfrentar qualquer situação numa utilização quotidiana. É o primeiro veículo Premium do segmento dos mini-compactos: um verdadeiro Audi em todos os sentidos.
A suspensão e os potentes motores convertem o Audi A1 no veículo mais desportivo do segmento, o que é imediatamente evidente com um simples olhar. O desenho extremamente moderno identifica-o de imediato como um membro da família Audi. A parte dianteira com a grelha Singleframe define o seu estilo, o mesmo acontecendo no perfil lateral com a forma arqueada do tejadilho – em que o pilar C surge ao estilo mais purista de um coupé – como ainda pelos guarda-lamas alargados. O capô e a porta da bagageira parecem envolver a carroçaria, enquanto que os farolins apresentam um desenho tridimensional e proporcionam uma imagem inconfundível tanto de dia como de noite.
Tanto empercursos urbanos como em estrada ou em auto-estrada, o jovem A1 proporciona um grande prazer de condução, graças à regulação desportiva das suspensões, à favorável repartição do peso e a uma direcção muito directa e precisa. O programa electrónico de estabilidade ESP com bloqueio electrónico do diferencial desportivo XDS, incluído no equipamento de série de todas as versões, aumentando a tracção e a segurança em andamento.
O novo Audi A1 também marca o ritmo no que concerne à eficiência. A Audi lança esta nova gama com quatro motorizações de quatro cilindros: dois a gasolina TFSI e outros dois diesel TDI. Todos os motores possuem injecção directa e regem-se pelo princípio do ‘downsizing’, substituindo a cilindrada pela sobrealimentação, diminuindo os consumos de combustível e aumentando a eficiência. As potências variam entre os 86 cv (63 kW) e os 122 cv (90 kW).
Todas as motorizações do Audi A1 surpreendem pelos reduzidos consumos, com valores entre 3,8 e 5,3 litros aos 100 km, em circuito misto. O bloco 1.6 TDI, com 90 cv (66 kW) de potência e caixa manual, que será comercializado brevemente, emite apenas 99 gramas de CO2 por quilómetro. O sistema Start-Stop e o sistema de recuperação de energia nas travagens também aumentam a eficácia do Audi A1. Na versão 1.2 TFSI, um novo sistema de gestão da temperatura contribui também para a redução do consumo de combustível.
Informação prestada pela marca

No Verão troque o carro por uma moto



Quando voltar ao trabalho já tem uma opção ao seu tradicional meio de transporte

Honda e, durante duas semanas, deixámos o carro na garagem trocando-o por dois dos modelos de eleição da marca nipónica no que toca amotociclos com 125 cc de cilindrada. O objectivo era perceber, na prática, as virtudes da lei que permite aos automobilistas com mais de 25 anos e carta de condução há mais de dois utilizar estas motos sem necessidade de qualquer licença adicional. Um ano após e entrada emvigor da chamada lei das 125, as vendas deste tipo demotos dispararam em flecha. Importava, assim, saber por que razão tanta gente passou a trocar o conforto do carro pela utilização de veículos de duas rodas.
Na primeira semana de utilização, optámos pela Honda XL 125 Varadero, baseada no conceito e no aspecto da XL1000V mas com a ligeireza de uma 125. De formas atraentes e com a dimensão de uma moto de maior cilindrada, esta Varedero não passou despercebida e quase sempre motivou comentários do estilo: "não, não pode ser uma 125. Isto é uma 400...". De facto, embora limitada a uma potência de 14 cavalos e a uma velocidade máxima de 100 km/h, esta moto dá nas vistas e oferece versatilidade suficiente para ser utilizada num passeio pelo campo, numa ida à praia, ou, claro, nas deslocações citadinas de casa para o emprego. Com ela, fizemos tudo isso e muito mais.
Dotada de um fiável motor V-twin, a 4 tempos, refrigerado por líquido, com novo sistema de injecção electrónica e cinco velocidades, esta Xl 125 está, assim, optimizada para todos os tipos de condução. Como tal, não foi difícil descobrir caminhos para paisagens deslumbrantes em plena zona rural e até uma praia (da Samarra, em Sintra) completamente deserta, só acessível de moto ou jipe. Logo ali, desapareceu qualquer tipo de saudade do carro alemão parado em casa. Mais tarde, já com ‘pendura’, inicialmente renitente mas em pouco tempo rendida aos prazeres de um uma viagem de moto, experimentámos outras praias. Todas, cheias de gente e pejadas de carros por todo o lado. De Honda , o estacionamento foi mesmo "à porta da praia". Isso mesmo, com o maior conforto e sem stress.
O regresso a casa deu-se à mesma hora de toda a gente. Resultado: as filas intermináveis foram vencidas sem qualquer dificuldade e a viagem, de tão rápida, ainda permitiu uma paragem para um saboroso gelado numa bela esplanada, novamente com a Varadero à porta, sem necessidade de procurar lugar ou de gratificar arrumadores.
Passado o fim-de-semana, veio a experiência de percorrer o IC19, rumo ao local de trabalho. Aqui surgiram as primeiras dificuldades. O vento é, de facto, um dos piores inimigos dos motociclistas. Porém, a falta de respeito dos restantes automobilistas por quem viaja em duas rodas é também gritante. Mesmo assim, a chegada a Linda-a-Velha deu-se dez minutos antes da hora habitual, pois o trânsito caótico da A5 foi vencido num ápice. Depois, foi só parar à porta do edíficio empresarial onde trabalhamos, num espaço isento – é isso mesmo, isento – do arreliador pagamento de parquímetros.
Na semana seguinte trocámos a XL125, pela mais recente scooter da Honda, aPCX125. De motor mono-cílindrico a 4 tempos e uma potência de 11 cv, não oferece a versatilidade da Varadero, mas é muito mais ágil no trânsito urbano. Dotada de excelente binário, com transmissão automática, deu grande gozo a passar pelo meio dos que estavam parados. Quando tínhamos mesmo que parar, o inovador sistema "Star&Stop"com que vem dotada encarregava-se de reduzir os consumos, cifrados na ordem dos 2,2 l/100 km.
Feitas as contas ao tempo ganho (cerca de uma hora por dia), ao prazer de chegar mais cedo a todo o lado, ao combustível poupado (menos 5 a 7 euros por dia) e aos naturais benefícios para o ambiente, percebemos por que razão há cada vez mais gente a trocar o carro por uma moto.
O investimento inicial (cerca de 5100 euros para a Varadero, 2500 para a PCX), tem amortização garantida em pouco tempo. Agora, é só experimentar...
Paulo Parracho

Modelo sempre actual em versão ecológica




Honda Civic junta-se ao Insight na promoção das versões especiais ‘Eco-Edition’

A Honda está a promover, até final deste mês, uma campanha de reposicionamento dos modelos Civic (Elegance 1.4, de 5 portas) e Insight, através do lançamento de versões especiais ‘Eco-Edition’. Com preços extremamente competitivos, na casa dos 21 685 euros, os dois modelos apresentam-se com argumentos reforçados para singrar no mercado dos pequenos familiares.
No caso do Civic 1.4 Elegance, que tivemos ocasião de testar, apesar de não se tratar propriamente de uma novidade, revela a preocupação ambiental do construtor japonês, mercê da adopção do novo motor 1.4 i-VTEC. Em relação ao seu antecessor, dispõe de mais 17 cavalos (100 cv às 6000 rpm, em vez dos 83 cv às 5700), mas o nível de emissões de CO2 foi reduzido
para 135 g/km, em vez dos 139 g/km da versão anterior.
Para além da redução de emissões e consumos, esta motorização proporciona melhores binários e uma condução bastante suave e agradável, até porque em termos de ruído e de vibrações houve
também melhorias significativas.
Com o ‘restyling’ ligeiro feito em 2009, o Honda Civicman teve o seu ‘design’ moderno e radical, com uma grelha diferente, novos plásticos exteriores e grupos ópticos traseiros redesenhados. Lá dentro, foram renovados os acabamentos dos bancos e notam-se ligeiros retoques na zona envolvente do completo painel de instrumentos. Aqui, destaque para a introdução do sistema SIL, com indicações para uma utilização mais ecológica da caixa de velocidades, a que se junta o indicador ECO, revelador do tipo de condução económica que podemos manter.
O conforto mantém-se a nível positivo, embora o espaço traseiro não seja dos melhores do segmento. Bem equipada, esta versão ‘Eco-Edition’ do Honda Civic apresenta-se com uma excelente relação preço-qualidade.
Paulo Parracho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tão perto do céu




Agora que o Verão está aí, nada melhor do que um passeio ao sol... num cabrio de luxo

A expressão "andar de cabelos ao vento", tantas e tantas vezes utilizada para ilustrar peças jornalísticas sobre carros descapotáveis, não será a mais adequada para um texto sobre o novo Mercedes- Benz E250 CGI Cabrio, substituto natural do CLK Cabrio. Isto porque, a grande novidade deste descapotável é mesmo o sistema Aircap, um ‘spoiler’ com rede, que se ergue através de umcomando eléctrico no topo do pára-brisas dianteiro, capaz de reduzir, com alguma eficácia, a ventania e o ruído característicos deste tipo de modelos, mesmo a velocidades mais elevadas.
Este sistema, vendido como opcional, por 900 euros, integra ainda um outro painel junto aos encostos dos bancos traseiros, que também se elevam, de modo a tornar o habitáculo quase imune à deslocação do ar.
Vencida a turbulência, um passeio no E250 Cabrio tem a garantia de um conforto absoluto, em especial nos lugares da frente, pois os bancos traseiros não dispõem de grande espaço para as pernas. Mas a posição de condução, através da regulação eléctrica e programável dos bancos multicontorno, é exemplar, tal como o nível de qualidade de materiais, tão característico da marca germânica. Para além disso, pode ainda contar com aquecimento e/ou refrigeração nos próprios bancos e nos encostos de cabeça, ideal para tornar possível a recolha da capota independentemente dos níveis da temperatura exterior.
Aqui, convém dizer que a capota pode ser recolhida em apenas vinte segundos e a uma velocidade que não ultrapasse os 40 km/h.
Assente na plataforma do Classe C, este cabrio, que testámos com amotorização (ultra-silenciosa) 1.8 CGI, de 204 cv/5500 rpm, e caixa automática de cinco velocidades, oferece uma condução suave e tranquila. O preço não é proibitivo e mostra-se compatível com a qualidade evidenciada.
Porém, aos cerca de 57 mil euros de valor para a versão base, deve juntar mais uns "trocos" para as várias opções de equipamento disponíveis. Dotado de tudo e mais alguma coisa, incluindo o ‘kit’ AMG, o E250 GCI Cabrio que testámos apresenta-se com um valor na ordem dos 81 mil euros.
Paulo Parracho

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Verde mais verde não há


Já testámos o novo Smart Fortwo Electric Drive, o carro do futuro

Ficção científica, dirão os mais cépticos quanto à evolução da tecnologia automóvel no que à substituição dos combustíveis fósseis diz respeito.Não, é pura realidade, garantimos nós. Já é possível conduzir um carro esteticamente igual aos outros, com o mesmo nível de conforto e de equipamento, mas dotado de um motor cem por cento verde, que é como quem diz, totalmente ecológico.É assim o novo Smart Fortwo Electric Drive cuja primeira unidade chegou recentemente a Portugal inaugurando o verdadeiro conceito de carro do futuro, que muitos teimam em não acreditar.
Num teste efectuado pela região de Cascais apercebemo-nos das potencialidades deste modelo, capaz de passar despercebido, dada a aparência igual aos ‘irmãos’ de mecânica tradicional, mas equipado com uma unidade propulsora eléctrica de 41 cavalos, capaz de acelerar dos zero aos 60 km/h em apenas 6,5 segundos, graças a um binário de 120Nm,embora a sua velocidade máxima esteja limitada aos 100 km/h. Por agora, este Smart eléctrico, alimentado por uma bateria de iões de lítio, tem autonomia para percorrer cerca de 130 quilómetros, mas as versões que começarão a ser comercializadas em 2012 já deverão ter uma evolução na capacidade de armazenamento, para perto de 200 quilómetros. Nada mau para um carro que se destina, tal como as actuais versões, ao trânsito citadino, às deslocações de casa para o trabalho ou a pequenos passeios.
Com caixa automática e sem ruído de motor, a condução deste Fortwo é extremamente agradável e o conforto a bordo chega a ser superior ao dos modelos convencionais.
Porém, o melhor de tudo é que, descarregada a bateria, basta ligar o Smart a uma qualquer ficha eléctrica doméstica de 220 V. A carga total só é atingida ao fim de algumas horas, mas nos pontos de energia a instalarumpouco por todo o país o carregamento será mais rápido.
Tendo em conta os actuais preços de electricidade em Portugal, o Smart vai gastar entre 1,5 e dois euros por cada cem quilómetros percorridos, substancialmente menos do que as unidades convencionais.
A sua comercialização só está prevista para 2012, mas até final do ano vão chegar a Portugal 25 unidades deste Electric Drive, destinadas a clientes envolvidos em projectos ambientais. Por agora, a Mercedes-Benz não fala em números, mas garante que este Smart terá um preço muito competitivo. Resta esperar com alguma ansiedade pela hora em que deixaremos de olhar para a carteira... na hora de abastecer.